
Adorei a paleta de cores: rosa, verde, oncinha.

Adorei a paleta de cores: rosa, verde, oncinha.

Foto do dia que saímos da dentista e fomos comer um lámen na Fradique Coutinho, o local se chama Bar do Jorge e eu achei o lámen mediano. Abner viu na internet e fomos experimentar.
Eu amo o clichê de flores pelo chão. Estrada de tijolos amarelos, calçada de flores roxas, coisas fantástico cotidianas assim.

Ganhei essa caneta tinteiro de aniversário do meu amado @abnermesquita e já acabei com duas cargas de tinta em uma semana de uso, coisa que me deixa muito satisfeita.
Trinta e sete anos já, nem acredito. Bom, pelo menos o amadurecimento veio e eu ando cultivando mais meus hobbies, me permitindo brincar e olhar a vida com mais carinho. Amadurecimento é reaprender a brincar depois de adulta. Vida vivida apenas para cumprir obrigações e “ser útil” eu dispenso, obrigada.
Há de se ter algum espaço para satisfação, pensar, criar, ser livre, fruir, sentir, se encantar, divertir-se, gozar a vida.
Tenho visto alguns reels aqui, nessa rede comercial, sobre mulheres não terem hobbies como homens têm, e isso reforçou ainda mais esse tempo que eu preciso e valorizo tanto. Um tempo para mim, um tempo para brincar.
Eu me dei de presente um domínio próprio e vou começar um novo blog [blogdalais.com], ainda em construção. O meu blog não vai ter texto criado por IA, isso eu tenho certeza. É uma pena usarem tanta IA pra fazer uma coisa tão gostosa quanto escrever. Enquanto muitos usam IA, eu fico procurando motivos para escrever, usar minha belíssima caneta tinteiro e ter um blog por lazer.
Obrigada por quem lembrou e tirou um tempo para escrever mensagens de carinho ou me telefonar. Quem não mandou não precisa se preocupar, nem se culpar. Se tem uma coisa que eu entendo é da dificuldade de lembrar das coisas, rs. Ano que vem haverá nova oportunidade (assim espero) caso você se importe com isso, mas todo dia é uma nova oportunidade de expressar gentileza e afeto.
Esse aniversário foi um dos que mais me senti grata (É impressionante como a medicação para TDAH faz diferença!), parece que renasci em algum sentido. Pagina em branco, caneta à mão, ano novo.
Beijos e abraços.
A vida mudou e agora eu tenho meu próprio domínio “blogdalais.com”, quem diria?
A verdade é que meu olhar para a vida mudou, essa seria a afirmação correta. E como consequência desse novo olhar, o desejo de escrever e postar, que nunca saiu de mim, parece mais simples de realizar.
Desde a adolescência escrevo em blogs, nenhum famoso, bom pontuar. É um simples “hobby”. Escrever, para mim, é ferramenta criativa e terapêutica, de expressão, organização interna e pensamento. Mas também é ferramenta de comunicação e de troca. É uma paixão que pratico de forma meio torta, mas uma paixão.
Não sei muito bem como esse blog será, quais temas serão abordados, que tipo de texto será escrito. Me autorizei a fazê-lo espontaneamente, construí-lo texto a texto e ver no que vai dar.
Isso não significa que eu não saiba os caminhos possíveis. Talvez escreva sobre um ou outro livro, ou um disco que estou viciada (apesar de não ser fã de artista nenhum). Talvez poste algumas fotos (como se fosse um fotolog), escreva recordações de uma vida antiga que parece outra. Talvez alguma coisa sobre arte, literatura, colagens. Hobbies e interesses passageiros. Novidades antigas que descobri ou redescobri. Ou talvez eu desista desses caminhos e siga algum outro ainda não identificado.
A verdade é que teria muito mais assunto (para me posicionar e opinar ) se não tivesse a recente grandiosa necessidade de me reservar o direito à privacidade. E, às vezes, o silêncio não passa do reconhecimento das minhas próprias limitações.
Aqui não vai ter texto (nem nada) feito por inteligência artificial porque não há objetivo algum de lucrar com este lazer, mas também porque não faz sentido algum para mim.
Um blog em 2026 não deixa de ter uma pegada nostálgica, mas foi a solução que encontrei para não depender de nenhuma plataforma de terceiros cujas regras mudam a cada duas semanas.
Meu nome é Laís Stefani, tenho trinta e sete anos e algum lugar em mim acredita ser importante ter um lar digital.
É isso, pessoa, seja bem-vinda.